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Sábado, Outubro 1

Drama?

Me pergunto no que é baseada a ficção... Pois até onde sei, em alguns casos, alguns filmes e livros são obras ficcionais, onde sempre se faz a menção "qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência".
Mas e quando nos vemos no meio de um gigantesco filme, em que temos um pouco de ação - afinal, dirigir em Brasília as vezes remonta a cenas dos filmes do Michael Bay, só faltam as explosões - um pouco de terror - quando teu vizinho resolve ouvir Chiclete com Banana em volume estratosférico - e muito drama...
Como classificar "drama"? Algo que nos faz chorar? Algo que emociona a ponto de nos vermos nos personagens, buscando uma solução junto com eles? Pois é, não sei como classificar "drama", mas sei o quão ruim é "estar" num drama.
Pior é quando não necessariamente o drama esta realmente ligada a nós, mas como num filme, em que os personagens parecem estar perdidos e não temos como ajudar. Sim, num filme, não podemos ajudar, certo? E quando essa incapacidade passa para a vida, de fato? Quando estamos amarrados a situações em que nada do que dizemos faz a minima diferença?
É terrível essa sensação de impotência, total e plena, na qual esta atrelada a total falta de bom senso dos personagens envolvidos, em que a imaturidade é tamanha e passo a me perguntar por que ainda me importo, por que ainda perco tempo buscando soluções, perdendo horas de sono com problemas que, como os próprios personagens já designaram, são sempre os culpados e nunca serão diferentes disso, vilões...
Ultimamente, venho me sentindo vilão nas mais diversas áreas da minha vida, causando modificações nos modus operandi das pessoas que tenho de conviver, e sei o quão ruim é se sentir assim. Mas quando o vilão do filme se auto intitula, acreditando que sim, ele é o errado sempre e que ninguém o compreende,  isso me irrita profundamente, mas mais do que isso, acaba por magoar ainda mais quando esse vilão dispara contra os próprios pais, e ninguém mais esta salvo de sua ira patética e infantil. Gostaria de ser um daqueles heróis que salvam as vitimas desse vilão, sem causar grandes estragos na realidade, apenas punindo aquele que traz magoa e desgosto para aqueles que um dia apenas desejavam o melhor para essa pessoa. Mas acho que acabo sendo mais aquele tipo de anti herói, que gostaria de fato, esmurrar o vilão até ele perder os sentidos, mostrar de fato quem sofre com as besteiras que ele pragueja ao cântaros, quem realmente são os vitimados nessa vida, que não é justa, mas muito menos injusta, já que cabe a cada um de nós impor o sentido que quiser a ela, a vida. Se o sentido imposto é o mais ilógico, o mais  patético, o mais ridículo possivel, por que culpar os outros?


Sexta-feira, Setembro 30

Nonsense at senseless


É bom ser surpreendido? Não sei qual seria a melhor resposta... Essa é uma pergunta que não cabem extremos como “sim” ou “não”. Afinal de contas,  ser surpreendido com uma possibilidade de promoção é sempre bom, mas anexado a isso vem todas as necessidades de novas perspectivas, cobranças, anseios... Ser surpreendido com uma possibilidade de não conseguir sair de casa por conta de problemas gástricos não é nada agradável, uma vez que por menor que seja, temos necessidade do contato social que já é rotineiro, seja no “bom dia” robótico do recepcionista da academia, seja na surpresa de um cliente que não encontramos a algumas semanas, seja nos absurdos que o transito nos proporciona.
Fato é que não necessariamente precisemos de nada disso, mas tem sido tudo tão “frio”, robótico... Pergunto-me onde estou errando, pois, se sou o único a reclamar e de fato encontrar-me a ponto de jogar planos para o alto em busca de lembranças nostálgicas, lembranças essas que mais fazem parte de um universo utópico onde somente eu habito, é por que estou realmente errando, errado...
Não tenho tido muita paciência para diálogos sem graça e sem qualquer conteúdo que me interesse.. “Marcus, isso é óbvio!” – nem sempre, afinal de contas, muitas vezes nos vemos presos a problemas alheios apenas pela necessidade de contato, de conversas e apoios que podem voltar num futuro incerto, afinal de contas, todo e qualquer futuro é incerto, correto?
Mas o que me interessa? Essa é a questão chave para uma postagem quase sem nexo nenhum, pois alem de estar divagando para quem sabe encontrar alguma resposta a alguma pergunta que ainda farei a mim mesmo, eu não faço mais idéia o que me interessa. Joguei-me num quarto escuro, sem janelas e esqueci onde fica o interruptor que acenda a luz... 

Trilha sonora da postagem: Faith No More - Full concert at Download Festival 2009

Terça-feira, Setembro 27

Welcome Back..


Mais de um ano silenciado... E nem parece... Mas lendo minha última postagem, me assusta pensar em tudo que me ocorreu desde a última postagem nesse blog.
Completei dois anos de namoro, um ano com a carteira de motorista - sem maiores problemas - e viajando para o interior do GO, duas conferencias comerciais pela editora na qual venho trabalhando nesse último ano, mudança de planos, mais mudanças de planos, plano algo... Engraçado que, com a medida que o tempo passa, o certo deixa de ser tão certo, reto e correto, e o errado deixar de ser marginalizado para ser apenas um ponto de vista, um outro foco sobre a questão em si.
Engraçado como recorro ao blog quando me sinto sozinho, ou mesmo, entendiado com a rotina que me fiz passar a seguir nos últimos meses. 
Acho que esta na hora de voltar a publicar meus pensamentos, de fato analisar o que mudou e o que preciso mudar... E eu sei que tenho muito que mudar ainda.

Quarta-feira, Setembro 15

Long (very long) time no see...

Pois é... Acho que nunca fiquei tanto tempo sem escrever no blog... Ao menos nesse blog...

Aconteceram tantas coisas, e ao mesmo que paro para pensar, aconteceu apenas o que devia acontecer.

Não me dei ao trabalho de ler minhas últimas postagens, mas acho que ainda estava perdido em meio as dúvidas do que poderia acontecer comigo caso não arranja-se um emprego decente, que me desse a chance de crescer e aproveitar a vida, planejar outras coisas, outros planos...

Pois acho que parte disso esta acontecendo, digo acho pois ainda estou um pouco atordoado com o que vem acontecendo, muitas mudanças, pouco tempo para pensar, muito o que resolver...

Posso dizer que pessoalmente, me sinto assustado... 

Tenho uma namorada/noiva/mulher que ajuda, pensa, age, crê... e isso é fantasticamente amedrontador, afinal de contas, vocês realmente leem esse blog?! (rs)

Piadas a parte, já se foi um ano e posso dizer que é ótimo brincar, rir, brigar, apaziguar, cuidar...

Mas o assustador é o vazio que fica quando não estamos juntos... Contei que fomos a Porto Alegre?

(fotos no facebook e no orkut)

Foi incrível... Rever minha família, apresentar alguém que eu quero que faça parte, seja minha família aqui, onde quer que eu vá... e sim, isso assusta... é um passo enorme, lindo... Assustador... Ainda assim, assustador... Por que muda, traz mudanças... boas, ruins, quem sabe? Eu desejo o bom, lógico, o lado bom que eu sempre fiz questão de rechaçar por acreditar que não merecia ou mesmo não fazia parte de mim - ridículo.

Profissionalmente? Assustador.. mudanças, crescimento, mudanças, anseios, mudanças... mudanças são ruins? Não, mas assustam, por que não?

Pegar um carro, com menos de um mês de carteira, sair por ae nessa transito nada amigável de Brasília é algo que assusta um pouco... Nenhuma batida, nenhum ferido, nenhuma multa - que eu saiba... Mas ainda assim, assustador... Empresa multinacional, ISO9001, liberdade, pressão... desafios interessantes, metas interessantes (?!)... 

Assustado... com as oportunidades, com as cobranças, com os sonhos, com os desejos, com os pesadelos - não sonhei mais com Cthulhu, mas ainda assim, posso ter pesadelos, alguns de olhos abertos... - assustado por ainda estar vivo e desejar mais do que nunca, continuar vivo...

 

Obrigado...

 

(playlist? tempos que não faço um....

Oasis... qualquer musica, ta valendo...)

Domingo, Junho 6

E veio o Sol...

 

A tempos que deixei de olhar para o Sol como um inimigo, por mais que ultimamente ele tenha se mostrado nocivo, queimando minha pele, irritando meus olhos...

Mas a tempos também, havia deixado de sentir o seu calor, algo que tinha deixado de dar importância... calor... o calor voltou a ser constante, quando sou envolto pelos braços de uma certa morena, linda, de pele macia, olhar penetrante, que assim como o Sol, muitas vezes me cega... e ilumina...

Posso dizer que tem sido um aprendizado constante, seja através de “modus operandi” que tive de mudar – alimentar minha paciência, filtrar melhor o que me é dito, aprender a ceder, agradecer pelo tempo que tenho... – seja através de outra ótica, outra visão do que é realmente uma relação...

E no meio desse aprendizado todo, desse calor todo, pude aprender um pouco mais sobre mim, sobre aprender a dar valor a mim mesmo... e isso levou-me a mudar, mudar de direção, planos, desejos, sonhos...

 

Nuvens começam a fechar o tempo...

 

Duvidas, anseios, medos... o de sempre, como sempre, alimenta aqueles de pouca fé, ainda mais pouca fé em si mesmos, e esse deve ser meu maior pecado...

O campo profissional sempre se mostrou muito “turbulento” para mim, principalmente por minha linha “subversiva” de pensamento, e isso, definitivamente, passa a ser um problema quando deixamos claro que não queremos mais fazer parte...

Jamais terei como dizer que foi fácil, muito menos “bom”, deixar para trás um sonho que alimentei assim que entrei em contato pela primeira vez com a livraria em que trabalhei pelos últimos dois anos e meio...

Mas a vida é um eterno aprendizado, e assim como venho aprendendo com meu Sol, tenho de deixar as nuvens passarem, mesmo em meio a um principio de tempestade, há de acontecer a calmaria, o momento de aprendizado e crescimento...

 

Chuva... muita chuva...

 

Não encaro com decisão errada, apenas, uma chance de aprender... promessas não necessariamente devem ser “honradas”, e tolo eu de ter acreditado que algo melhor poderia sair de um lugar onde o amadorismo e a insignificância reinam... Sai do melhor para algo próximo ao pior e não me arrependo... os bastidores de um grande espetáculo escondem um mundo de intrigas, lambidas de chão e saco ( Possível mesmo em quem não possui tal “órgão” ?!)...

A chuva sempre foi a meu favor... escondeu lagrimas, ajudou a lavar minha alma, e a ela sou grato... sinto falta da chuva física, dessas torrenciais.. apesar de morar proximo a um canteiro do obras – onde hoje em Brasília não tem um gigantesco buraco com uma placa imensa dizendo “desculpe o transtorno, seu dinheiro esta sendo gasto aqui...”... gostaria muito de ter meu dinheiro de volta... – e ter de enfrentar um lamaçal quando a chuva cair... ainda assim, sinto falta...

 

Nuvens... mas com probabilidade de Sol ao entardecer...

 

Novas perspectivas, novos desafios, novos sonhos... meu Sol ainda me ilumina, me aquece e torna mais fácil acreditar que algo bom pode e vai acontecer, mesmo quando novas nuvens resolvem aparecer...

Quinta-feira, Maio 13

Another Mountain to climb

Nos últimos meses, pensei muito como seria escrever sobre um" fim", tendo em vista que todo fim leva a um novo começo, o eterno loop da vida...

Mas nos últimos momentos, sempre temos uma overdose de sentimentos, altos e baixos... Correr, ficar parado, bater, chorar, sangrar, rir...

Foram dois anos de muito aprendizado, que me abriram portas, principalmente do conhecimento, que eu não tenho como agradecer... talvez a melhor forma de ser grato é sair antes de causar mais problemas, tendo em vista que a tempos vinha sendo tratado dessa maneira - um problema.


E como um problema que venho me sentindo nesses últimos dias... parece que nada que faço esta "certo", principalmente pra mim... confuso, angustiado, sozinho... nada que me dizem parece confortar... me sinto sozinho, como a tempos ermos onde ficava sozinho no escuro, aguardando algo melhor que a gélida noite me abraçar e fazer algo para mudar minha vida... fraco, sei bem, teria sido mais proveitoso levantar e tentar algo, mas quando estático fico, mais me sinto preso a sentimentos de culpa e ignorância... estou novamente preso... e sem idéia de onde esta a chave...



Sinto que preciso mudar e sei que posso... mas parece tudo tão distante... encontro problemas e dúvidas em meio a nada, como a famosa frase "procurando chifre em cabeça de cavalo"...

Toda mudança de fato traz consequencias, anseios, medos... mas o maior medo que tenho no momento, é o medo de mim mesmo...

Sexta-feira, Abril 2

Quiet

Algumas vezes pensamos que já vimos de tudo, sentimos de tudo e que já estamos enfadados de tanto aguardar algo “novo”, ou mesmo, de aguardar uma mudança nas rotinas já acinzentas que temos de encarar todos os dias...

De certo, seria por demais deprimente continuar com uma linha circular, onde esta “volta” sempre é mais “curta”, mais óbvia que o imaginado.

Deixei me surpreender e sigo me surpreendendo com meus próprios sentimentos nos últimos meses, conhecendo cada dia uma nova perspectiva, uma nova linha, diferente de um “loop finito” e breve...

Deixo também por ser surpreendido por minhas reações ao encarar algumas adversidades que eu mesmo imponho, as vezes com crises nervosas, as vezes calado, as vezes gritando, as vezes deixando de lado e encarando o fato de que, de momento, tenho de tirar algo de bom do que esta acontecendo, ou do que aconteceu...

Nas últimas semanas, posso dizer que sim, tive de ficar “calado”...

Talvez, ou melhor dizendo, com certeza, por minhas próprias escolhas, minhas próprias idas e vindas...

Calado... Logo eu, calado...

 

AlonEvil – Vista

 

“...mórbido quarto

na escuridão de minha mente

de onde escuto passos

vozes quase sem volume

conspiram contra si próprias

alegando culpa onde nada foi feito

alegando inocência

quando suas mãos estão sujas de sangue

tapo meus ouvidos, não quero mais tarde

lembrar, sonhar

com tantas ruminancias, ruminancias sobre o certo, sobre o caminho

ruminancias que mais parecem choro

de quem do quarto escuro nada alem viu”  



Sábado, Março 27

Ideas

Maybe the last symphony

Make by old hands, betrayed heart

Beating against the piano all the agony

 

The wind make the three screams

Sense fail against the inevitable

The end, the lonely and of life

 

Smoke of last cigar

Last breathe of life

Feelings, never die

 

Die, it’s never an option

 

Screams, make sure that’s loud

Maybe your god listen

The pray of sorrow

 

Deep inside, the demons laugh

Believe in nothing they say

Only god can stop it

 

Hate it’s the fuel

Sorrow it’s the ignition

Suffer it’s the key

 

Alone in the dark

Nobody can see

Only tears can tell about this

 

Lucky make the choice of this night

 

Junções de palavras parecem soar como um lamento, como um ressoar de afirmações sobre as incertezas de sentir e deixar sentir...

Um soco perdido numa parede que parece sentir a agonia do punho fechado, de lágrimas sinceras que mais pesadas que o pesar, machucam...

Uma necessidade de alívio, é por isso que grito, é por isso que clamo...

A sensação de pesar passa ao lembrar de um sorriso que me encanta a mais de meio ano, que povoou sonhos e desejos...

Mas ao mesmo lembro que, se tivesse feito certas coisas certo, poderia remediar inúmeras situações, repensar vários problemas e conflitos, vários anseios...

Ultimamente, anseio tem sido um companheiro constante... nem sempre, muito justo ou bondoso...

Sexta-feira, Março 26

Awake in the nightmare

Em alguns momentos, desejamos algo que parece ser o certo e o mais simples... um sorriso sincero, um beijo de boa noite, um bom dia forte como a luz do Sol que lá fora anuncia o nascimento de mais um dia...

Mas ás vezes, o mais simples é o mais difícil, quando acordamos sozinhos, quando perdemos o sono e os sonhos parecem distantes, quando acordar em meio a um pesadelo parece ser o mais complexo dos dias rotineiros que temos em nossas vidas...

 

Die, it’s not an option...


AlonEvil - Make me blind

My eyes hold this memory

Of times that never come back

When everything it’s good

When every pain don’t hurt

Like your sharp teethes

 

My eyes show me this reality

That’s I don’t believe it’s true

Fake smiles, fake smiles

Under dead eyes of everyone

 

My heart crying alone

Rivers of broken promises

Make by modern lovers

That enjoys the bon vivant style

 

My heart screams

The truth that I don’t believe

Just make me bleed

Broken this mirror with my face

 

Don’t look now, your eyes don’t lie

Masks will fall and the true it’s your punishment

Make me blind, king of the lies


Sábado, Março 13

City sleeps

Observo linhas coloridas que movem-se em direção contrária a que eu vou... Estas linhas representam, de certo modo, pessoas, que assim como grande parte do meu dia, são classificadas como “algo” – números, luzes, aquilo, aquele – e penso no quanto isso afeta o discernimento do quão artificial estamos nos tornando...

Escuto uma idéia de música que trata sobre o frio de uma manhã triste e solitária, enquanto lá fora faz um dia quente de verão e as pessoas andam juntas, em grupos, como manadas, matilhas... Conversam, sorriem, encontram graça num dia que para quem esta “do lado de dentro – sozinho” parece um martírio continuar a respirar e viver...

Ocasiões fazem as situações, e parece que tudo conspira para uma conclusão no mínimo sintética, de artificialidade tamanha que nos perguntamos – qual o próximo problema que iremos criar/alimentar/desejar ?

Muitos problemas poderiam ser solucionados com o simples uso de algo que parece estar morto/esquecido nos dias de hoje – o bom senso...

(penso nisso tudo ouvindo algo no mínimo nostálgico – e tão sintético quanto este post – que me faz refletir sobre a única vontade que tenho no momento – o colo de alguém que a aproximadamente oito meses torna meus sonhos menos “utópicos”, minha realidade menos dolorosa e minhas vontades mais reais...)