Mas e quando nos vemos no meio de um gigantesco filme, em que temos um pouco de ação - afinal, dirigir em Brasília as vezes remonta a cenas dos filmes do Michael Bay, só faltam as explosões - um pouco de terror - quando teu vizinho resolve ouvir Chiclete com Banana em volume estratosférico - e muito drama...
Como classificar "drama"? Algo que nos faz chorar? Algo que emociona a ponto de nos vermos nos personagens, buscando uma solução junto com eles? Pois é, não sei como classificar "drama", mas sei o quão ruim é "estar" num drama.
Pior é quando não necessariamente o drama esta realmente ligada a nós, mas como num filme, em que os personagens parecem estar perdidos e não temos como ajudar. Sim, num filme, não podemos ajudar, certo? E quando essa incapacidade passa para a vida, de fato? Quando estamos amarrados a situações em que nada do que dizemos faz a minima diferença?
É terrível essa sensação de impotência, total e plena, na qual esta atrelada a total falta de bom senso dos personagens envolvidos, em que a imaturidade é tamanha e passo a me perguntar por que ainda me importo, por que ainda perco tempo buscando soluções, perdendo horas de sono com problemas que, como os próprios personagens já designaram, são sempre os culpados e nunca serão diferentes disso, vilões...
Ultimamente, venho me sentindo vilão nas mais diversas áreas da minha vida, causando modificações nos modus operandi das pessoas que tenho de conviver, e sei o quão ruim é se sentir assim. Mas quando o vilão do filme se auto intitula, acreditando que sim, ele é o errado sempre e que ninguém o compreende, isso me irrita profundamente, mas mais do que isso, acaba por magoar ainda mais quando esse vilão dispara contra os próprios pais, e ninguém mais esta salvo de sua ira patética e infantil. Gostaria de ser um daqueles heróis que salvam as vitimas desse vilão, sem causar grandes estragos na realidade, apenas punindo aquele que traz magoa e desgosto para aqueles que um dia apenas desejavam o melhor para essa pessoa. Mas acho que acabo sendo mais aquele tipo de anti herói, que gostaria de fato, esmurrar o vilão até ele perder os sentidos, mostrar de fato quem sofre com as besteiras que ele pragueja ao cântaros, quem realmente são os vitimados nessa vida, que não é justa, mas muito menos injusta, já que cabe a cada um de nós impor o sentido que quiser a ela, a vida. Se o sentido imposto é o mais ilógico, o mais patético, o mais ridículo possivel, por que culpar os outros?