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Quarta-feira, Dezembro 23

Maybe i stone the crow...


Down - Stone The Crow


A bout of deep depression.
Can't seem to move it forward.
My lying eyes lie awake.
Not sure what I am after.
I never died before.
Can't help what happened yesterday.
I never stoned the crow, no.
Flip through endless stories.
A life of hand-written pain.
No one can share this hurt that is mine, mine, mine.
I never died before.
Can't be what happened yesterday.
I shouldn't stone the crow, no.
Ride on!
Same old city, same old tale.
No matter how I try,
No matter what I say,
I'm blamed, I'm shamed,
I'm judged unfairly.
So now I've died before.
It feels as bad as yesterday.
I never stoned the crow, no.
You too have died before.
I fought as hard as yesterday
I never stoned the crow, stoned the crow, no, no.

Quarta-feira, Dezembro 16

need...

Escuto as linhas “sabiamente perdidas” do piano inspirado de Bill Evans (oito ou oitenta, ao contrário de Brubeck, não consigo gostar de tudo que o sr. Evans se propõe a fazer, mas o que me agrada, entra para a lista das melhores...) e pergunto a mim mesmo, sabendo que a resposta não é a que gostaria de ouvir, por que alimentar coisas que desde o principio deveria continuar como eram em sua gestação: natimorto.

Trago a tona inúmeras ebulições de idéias e vontades que não passam de apelo para o ego, crescentes em ignorância e egoísmo, sabiamente alimentadas pela necessidade de algo inútil, como o apego a sentimentos destrutivos e a necessidade de atenção de pessoas que pouco fazem diferença no fim das contas...

Confuso? É pra ser, como os tempos usados por Geddy Lee e seu Rush, uma necessidade de progressão sem sentido algum, já que no fim das contas, acabo ruminando para mim mesmo as culpas de atos passados... atos que levam a nada alem de uma noite escura e fria em pleno dia quente de Sol em Brasília.

Black Label Society - Blood Is Thicker Than Water

Here comes the rain
Another day, another storm
I've been down, down, down
For oh, so long

I'll walk this mile
And I'll ask no quarter
For in the end, blood is thicker than water

They tried to break me
But I refused to die
They tried to break me
But I refused to cry

Here comes the rain
Another day, another storm
I walk this mile
And I'll ask no quarter
For in the end, blood is thicker than water

Sábado, Dezembro 12

Calm down...

Calma, algo que definitivamente nunca foi uma de minhas qualidades, tem sido posta a provas nas últimas semanas, não por culpa de terceiros, mas por mim mesmo, por escolhas e vontades que não necessariamente são as mais acertadas ou mesmo, as mais viáveis no presente momento.

Em conversas recentes, venho reclamando demais de mim mesmo, cansado de um asco crescente de “coisas” que não há como evitar, ou, pelo menos, deixar de lado, e isso, definitivamente, não tem feito bem algum.

Mas, se for contar por baixo, são duas, talvez três as coisas que vem me incomodando a ponto de tirar do sério, sendo que sou privilegiado de ter pelo menos outras dez coisas que motivam e ajudam a esquecer estas coisas ruins, logo, por que tanto reclamar?!

Realmente, deixar de lado o ruim, encarar o bom... não pode ser tão difícil assim..


Take Me Away

Killswitch Engage

Watching once more, as the world has suits me bright
Surrounded but still all alone, Am I living a lie?
Empty faces,
Empty eyes

It still reminds of me
No regrets
But still ask why

Take me away
To peace I never know

This is the price I've paid and it's taking its toll
Can it be too much to ask for the time it stole?
Empty faces
Empty eyes

It still reminds of me
No regrets
But still ask why

Take me away
To peace I've never know
Take me away
When my life can be my own

I only wish that I had stayed
I only wish that I have known

Take me away
To peace I've never know
Take me away
When my life can be my own
When my life can be my own

Take me away
Take me away






Quarta-feira, Dezembro 9

Morpheus curse...

Escuto crianças rindo, ao longe, como se pudessem correr até não cansar mais, até onde seus sonhos permitissem.
Meu joelho dói muito, mas num esforço repentino, salto da cama em direção ao que acredito ser a cozinha, peça grande e vazia, contendo apenas uma geladeira, fogão que aparentemente não funciona mais e uma torneira enferrujada, de onde tomo uma água pesada, de gosto amargo.
As risadas das crianças contrastam com o céu negro, como se o Sol nunca mais fosse aparecer, como se ao menos nunca o tivéssemos visto.
Sinto a barba por fazer e sei que não fará diferença alguma faze-la, sei que o fim de tudo esta mais próximo, não há por que alimentar as trivialidades que fazem a diferença num convívio em sociedade, sinto que este apartamento onde me encontro é o meu reino, prestes a ser invadido pela plebe, comandada pela morte e seus braços gélidos, auxiliada pela culpa em forma de pecados e cicatrizes, influenciada pela depressão de noites passadas.
Uma sombra, vinda do canto de minha mente e iluminada pela lembrança de olhos vivos que me seguiam, diz que devo voltar para a cama, tudo acabará logo.
A dor que sinto na cabeça é forte o suficiente para levar-me para o chão, de maneira brusca e rápida...
Penso comigo mesmo que seria fantástico poder lembrar das pessoas com quem passei os últimos momentos, das risadas, dos momentos em que fiquei sem graça, sem argumento, mas tudo que vem a minha mente é a dor de ficar sozinho, de estar sempre envolto pela escuridão que eu mesmo procurei, deixando sempre a luz do lado de fora, nunca permitindo que clareasse um pouco meu caminho.
Convulsões de dor e gritos contidos, abafados junto ao mar sem fim de sangue que jorra de meu estomago contra minha garganta, faz com que eu pense em todas as bobagens feitas, cigarros fumados, tentativas de morte com auxilio de venenos e outros meios, e penso que, acaso realmente sejamos punidos por pensar na própria morte, tal punição já estava iniciada, pois nenhuma dor física chegaria perto da que estava sentindo naquele chão gelado...
Ouço os passos pausados da morte se aproximando, deixando seu gélido hálito próximo ao meu pescoço, trazendo todas as lembranças de nossos encontros marcados onde um dos dois sempre falhou.
Creio que a dor dá acesso a um tipo de torpor insano, onde não temos mais controle sobre nossos sentidos, e começo a rir...
Meus pecados, em meio a insanidade da cena, pulam em minhas costas, arranham com as navalhas que um dia usei contra meu braço, contra meu tórax... em meio a rubra camada que colore o chão, sei que nada pode ser feito, alem de continuar rindo, sabendo que fiz por merecer tudo...



Acordo... Meu joelho realmente esta doendo muito... não há crianças rindo lá fora e o Sol esta prestes a levantar.

Ainda nesta manhã, recebo a ligação de minha mãe... saudades...
Mas o fim deste ano se aproxima, tenho boa impressão quanto ao ano que esta por se iniciar...

Segunda-feira, Dezembro 7

P.

Deftones - Digital Bath

You move, like I want to
To see, like your eyes do
We are downstairs
Where no one can see
New life break away
Tonight I feel like more
Tonight I...

You make the water warm
You taste foreign
And I know you can see
The cord break away
'Cause tonight, I feel like more
Tonight I feel like more
Feel like more
Tonight...

You breathed, then you stopped
I breathed, and dried you off

And tonight I feel
Feel like more
Oh tonight I feel like, feel like more
Tonight I feel like more, feel like more
Tonight..
.


Sexta-feira, Dezembro 4

Don't give a f...

Chove pouco, mas ainda assim, posso sentir o ar um pouco mais frio, mesmo que a chuva esteja fina, algumas pessoas procuram por abrigo, questionam o porquê do Sol estar escondido atrás de nuvens pesadas, carregadas de melancolia.

Minhas feições são como as nuvens, em raros momentos o Sol vem aparecendo e isso definitivamente tem cobrado um preço alto...

Sei que sou péssimo mentiroso, péssimo em tentar esconder o que acaba de ser externado, e não me sinto mal por isso, pelo contrário, sinto-me muito bem, bem por saber que ainda posso externar algo bom, mesmo que em forma de incomodo, mesmo que de maneira pouco usual.

Lembro de uma vez em Porto Alegre, isso deve ter uns oito anos, quando estava numa das incursões noturnas em busca de algo mais que o já habitual alcoolismo depressivamente saudável junto de amigos que ainda causam soluços em lembranças esparsas, e fui questionado do por que gostar tanto de alguém que nem sequer fazia questão de saber de minha existência, sendo que eu era apenas um fantasma que vagava por seus sonhos e problemas diários, em ligações feitas no escuro de um quarto a vista de seus olhos, mas que era simplesmente ignorado, pois a fantasia de alguém mais interessante tornava o anseio que cada ligação feita algo mais palpável.

Entornando o garrafão de vinho, não buscando coragem para uma resposta brusca ou até mesmo filosófica – que era a minha melhor característica na época... além dos dreads... rs.... OK, piada sem graça... – mas apenas para aquecer o corpo numa madrugada fria, de céu fechado, respondi de pronto que era o que eu precisava, apenas saber que, a cada ligação, fazia um pouco parte da vida dessa guria, que era bom pra ela ouvir minha voz, e que, caso me ocorre-se algo, ela perguntaria a si mesma por que de não ter dado uma chance para alguém que dedicou noites a seus problemas, a seus anseios...

Nova entornada na garrafa de vinho, que por mais que tivesse sido muito barato, casava perfeitamente com aquela noite...

Ouvi apenas um murmirinho e algumas palavras solta, como “coitado” ou “deixa o cara”...

AlonEvil – 4 Her

Olhe-se no espelho

Vê algo além dos teus olhos?

Minhas cicatrizes não contam

Meu sangue não chega ao teu quarto, nem mesmo meus gritos

Vivo na sombra deixada por teus passos

Vivo a mercê de tuas vontades

Vivo no anseio de tua raiva, de teus pesadelos

Ao chorar, lembre que me dispus a secar tuas lagrimas

Derramadas por outrem, não faço parte da relevância

(letra feita a tempos ermos, porcamente traduzida....rs... época em que eu desejava ter uma banda parecida com KoRn... aham....)


Quarta-feira, Dezembro 2

Take five

Uma chamada telefônica, uma idéia, mudança de planos, sorrisos e lagrimas...

Ainda sinto como se a chuva que cai nessa manhã londrina em Brasília fossem as lagrimas de uma madruga que mais lembrou os últimos meses, os últimos dois anos...

Tenho um sábado próximo a perfeição, conversando, abraçando, rindo, dormindo (nem tanto assim) cozinhando ao som de Dave Brubeck , tomando vinho, sentindo cheiros, compartilhando sonhos...

Creio que o domingo pode ser aquele dia que classificamos como “dia para ficarmos em casa”, almoço muito bom, companhias agradáveis, chuva e aquela velha vontade de dormir mais um pouco (mas sim, dessa vez, dormir mesmo... rs).

Dizer que o domingo foi apenas isso seria por demais desvalorizar algo que vai alem do que posso mensurar nestas linhas, pois, ao mesmo tempo em que posso dizer que tenho a prepotência de solicitar aos outros que não antecipem seu sofrimentos, faço de mim a maior vitima de tal anseio, pois mesmo com uma das pessoas mais importantes dessa minha estada em Brasília ali, ao alcance de meus braços, na mira de meus olhos, foi como se já a visse como lembrança, de algo que de tão bom, dói, machuca saber que não mais próxima estará para ser erguida (como se eu fosse alto o suficiente para erguer alguém, mas enfim...) ou para encantar meu dia com o seu sorriso cheio, imenso e reconfortante...

Tentei ao máximo controlar esse sentimento – como hei de classifica-lo – pois não acho que é correto expor as pessoas, não falando de mim, pois sei que hoje sou homem o suficiente para assumir o que sinto e o que faço como amostra de minha maturidade, não tendo do que me envergonhar por derramar lágrimas por alguém que fez os últimos dois anos mais amenos, mesmo em meio a tantas tormentas que me joguei...

Ao chegar em casa, na sacada permaneci por algum tempo, torcendo para que a chuva viesse, ajudasse a lavar minhas cicatrizes, abertas a cada nova lagrima que descida de meus olhos e a cada soluço contido...

Encontrei abrigo nos braços de quem eu deveria cuidar o sono, embalar os sonhos...

A chuva esta lá fora hoje... Ainda a tempo de me ajudar a superar o que ainda esta por acontecer...

Terça-feira, Novembro 24

Poem???

AlonEvil - esta manhã

Numa manhã cinza

Os pássaros deixaram de cantar

O Sol não nasceu, as nuvens estão pesadas demais

A Lua, enciumada, encontra acalento numa constelação perdida

Por que chorar?

Sempre desejamos a noite eterna

Onde a luz falsa encanta mais, engana demasiadamente mais

Somos todos pardos, enegrecidos pela escuridão pálida

Não há o que sentir

O calor esta morto, como todos os ventos

Não posso encontrar meus anseios

Deixei-os soltos e no chão sujo, os perco

Soluços tateados por cegos

Solidão sem vencimento, vasto universo interno

De supernovas que conquistam buracos negros

Em silêncio

O fim de algo improvável

Seria o que desejaríamos

Se acaso fosse possível

Ouvir novamente o canto dos pássaros, o Sol, a Lua

Sexta-feira, Novembro 20

Don't sleep... not yet...

Stone Sour - Through Glass
I'm looking at you through the glass...
Don't know how much time has passed
Oh God it feels like forever
But no one ever tells you that forever
Feels like home, sitting all alone inside your head
Cause I'm looking at you through the glass...
Don't know how much time has passed
All I know is that it feels like forever
When no one ever tells you that forever
Feels like home, sitting all alone inside your head
How do you feel? That is the question
But I forget.. you don't expect an easy answer
When something like a soul becomes
Initialized and folded up like paper dolls and little notes
You cant expect to bitter folks
And while you're outside looking in
Describing what you see
Remember what you're staring at is me
Cause I'm looking at you through the glass...
Don't know how much time has passed
All I know is that it feels like forever
When no one ever tells you that forever
Feels like home, sitting all alone inside your head
How much is real? So much to question
An epidemic of the mannequins
Contaminating everything
When thought came from the heart
It never did right from the start
Just listen to the noises
(Null and void instead of voices)
Before you tell yourself
It's just a different scene
Remember it's just different from what you've seen
I'm looking at you through the glass...
Don't know how much time has passed
And all I know is that it feels like forever
When no one ever tells you that forever
Feels like home, sitting all alone inside your head
Cause I'm looking at you through the glass...
Don't know how much time has passed
All I know is that it feels like forever
When no one ever tells you that forever
Feels like home, sitting all alone inside your head
And it's the staaars
The staaaaaaars
That shine for you
And it's the staaaaars
The staaaaaars As estrelas
That lie to you.. yeah-ah
I'm looking at you through the glass...
Don't know how much time has passed
Oh God it feels like forever
But no one ever tells you that forever
Feels like home, sitting all alone inside your head
Cause I'm looking at you through the glass...
Don't know how much time has passed
All I know is that it feels like forever
But no one ever tells you that forever
Feels like home, sitting all alone inside your head
And it's the staaaars
The staaaaars
That shine for you.. yeah-ah
And it's the staaaaars
The staaaaaaars
That lie to you.. yeah-ah
And it's the staaaaars
The staaaaaars
That shine for you.. yeah-ah
And it's the staaaars
The staaaaarsss
That lie to you.. yeah-ah yeah
Não durma... As últimas semanas tem sido, no mínimo, cansativas.
Mudança, troca de turno no trabalho, três semanas afastado da academia, poucas horas de sono, pouco descanso e muito descaso comigo mesmo – sim, vindo de minha parte, obviamente – tendo em vista que negligenciei-me por demais, alimentando-me precariamente, alimentando sentimentos destrutivos – mesmo que não compartilhados – quando na realidade, deveria estar agradecendo a todos, pois estou cercado de pessoas fantásticas, que buscam em mim, muitas vezes encarando-me nos olhos, força ou mesmo aconchego, e as vezes, nem isso soube retribuir...
Amadureci muito nesses últimos meses, vivendo essa eterna “sitcom” que vem sendo minha vida nos últimos quatro, cinco anos... mas parece que esqueço, ou faço-me esquecer, que tenho de deixar de lado certas cobranças, certos “porquês” que no atual momento, em nada vão me ajudar.
Se tenho ao meu lado uma pessoa que, por mais que eu a tenha magoado, traído sua confiança e não feito por merecer sequer seu perdão, devo agradecer, todos os dias, por tê-la ao meu lado, por ser um privilegiado de ter em seus olhos verdes como o mar a paciência, calma (OK, nem tanta calma assim...) e força que levam-me a crescer cada dia mais...
Se tenho uma namorada, que entende tudo que me fiz passar, e acima de tudo, entende o que fiz outras pessoas passarem, e ainda assim aceita estar ao meu lado, deitar em meu peito e ouvir meus sonhos para com ela, compartilhar deles e tornar parte deles realidade, por que questionar o por que dela ainda estar em minha cama quando é hora de levantar? Por que questionar o seus por quês de gostar de alguém que, a bem pouco tempo atrás, apenas queria uma garrafa de cerveja, cigarros e pouca perspectiva de vida, pois questionava a Deus – ou seja lá o que for que tem brincado comigo ao longo destes vinte e seis anos – por que...
Conheço a cada dia um novo Marcus, mais Marcus, menos AlonEvil, e isso assusta, como todas as manhãs que não desejo deixar de estar aqui, mas sim, torço por encontrar algo mais que dor, algo mais que minhas lamurias perdidas nos mais distantes e distintos cantos que já passei, para quem sabe, amadurecer ainda mais e um dia, passar a entender-me melhor.

Quinta-feira, Novembro 12

Rain. And Still raining...

As vezes precisamos de tão pouco que é sufocante a sensação de estarmos nutrindo algo ruim quando na realidade, precisamos abster, lembrar de que não estamos aqui para negativismos, mas para evoluir, crescer e quem sabe, deixar algo de bom, para que o ciclo continue.

Em meio a tormenta que caiu em Brasília – ao menos onde trabalho – por volta das 18 horas, surge uma carona de alguém por demais importante e que, mesmo em momentos de fúria, preenche meu dia com um dos sorrisos mais cheios de graça que já vi.

Conversar sobre tais ciclos parecia algo que precisava sair, eu mesmo precisava me ouvir falar sobre a necessidade de novos começos, fins, maneiras de interagir com o que já não tem mais o mesmo brilho sem aparentar descaso ou mesmo desanimo.

Penso que aprendi muito nos últimos meses, e ainda tenho o que aprender, sempre, mas preciso apenas encontrar meios de tornar isso – novamente – divertido, ou no mínimo, interessante.

Ainda chove lá fora, mas são as gotas que precisavam cair...

Quarta-feira, Novembro 11

Fool

Sinto-me frustrado comigo mesmo, pois por mais que tente, sinto que poderia oferecer mais, para todos, em todos os campos.

Ver minha namorada apenas uma vez na semana, conversar pouco com as pessoas que tanto prezam por mim, estar sempre cansado...

Fatores tolos, pequenos para uns, mas que para mim tem tomado uma proporção grandiosa por demais para deixar de lado, e grande o suficiente para intimidar-me a encontrar um meio de transpassar isso tudo “numa boa”.

Sei que tenho o dom de reclamar de barriga cheia, mas definitivamente, não é apenas “vomito” o que venho reclamar nessas linhas...

Espero, com calma, encontrar um meio de reverter o quadro, afinal, tudo conspira a favor...


My Sweet Shadow

I'm selling heavenly sketches
A world out of my mind
Ready to explode in purity to fill the holes inside

An ever moving stream with glowing rays of light
Emotions tied to pass lies and I know I should let go

Tamed with confidence of a brighter future

I found a flame in the burnt out ashes... burn out, burn out!

Fueled, these new shores burn, dark past lies cold
Shadow, my sweet shadow, to you I look no more

Another dawn collapses
Do I need to be reminded
A glimpse of my safe home
A path to hide all anger

I found a flame in the burnt out ashes... burn out, burn out!

Fueled, these new shores burn, dark past lies cold
Shadow, my sweet shadow, to you I look no more

In circles I catch
A torch carried by the immortal
From depths that I created
In vain echoes fade

Burn out!

Fueled, these new shores burn, dark past lies cold
Shadow, my sweet shadow, to you I look no more

Fueled, these new shores burn, dark past lies cold
Shadow, my sweet shadow, to you I look no more

Fueled, Dark past lies cold
For you I look no more


Sexta-feira, Outubro 30

The chance to change

Todo o fim leva a um novo começo... posso estar sendo muito “melancólico”, afinal, não passa de uma mudança, dessas que gera um certo frio na barriga, pois estamos deixando para trás não apenas um lugar que serviu de abrigo nas noites de chuva, nas tardes quentes de folgas mal aproveitadas, nas horas de academia e banhos demorados, em manhas que apenas desejamos mais cinco minutos de sonhos, estes sonhos que em parte se realizaram, outros que estão por vir...

Mudança de um lugar onde cometi pecados, de onde startei mudanças drásticas nos meus rumos, errei, errei novamente para quem sabe começar a acertar agora, na busca de algo maior e melhor, não apenas para mim, mas para quem esta ao meu lado, seja a namorada, a eterna ex-mulher que é algo muito maior que a mera compreensão atual da sociedade ainda rechaça – não existe amizade?! Como ignorar ou dar as costas para alguém que sempre me estendeu a mão, mesmo quando não fiz por merecer?! – minhas gatas, meus amigos que não por causa de um endereço saíram de minhas noites, seja por mim, que quero e sei que vou continuar mudando, cada vez para melhor, saindo do quarto escuro em busca de uma ansiosa luz que ainda me cega, mas mostra um chão não tão espinhento quanto eu aguardava.

Ainda há flores lá fora, ainda há Sol, nem tudo eu posso destruir, quem sabe seja o momento de mudar e construir algo maior que meu próprio ego.

Grato a todos que perto ou longe, torcem por algo maior para mim e para todas as pessoas queridas que me agüentam.